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Sexta-feira, 13 de Julho de 2007
Ainda a Propósito das Eleições para a Câmara Municipal de Lisboa

Novo texto para a Imprensa Açoriana

 

Para se fazer um muro é preciso pedra. E muita pedra.
Também para uma sociedade plural e complexa são precisos muitos partidos.
Um muro faz-se porque há que proteger do vento. Mas são mais os muros que se fazem para demarcar território, e até alguns bem altos para defender as culturas dos intrusos, do que aqueles que se levantam por causa das intempéries.

 
Também os partidos pululam onde se não encontraram ainda as gentes no terreiro do entendimento. E a multiplicidade dos partidos é fundamental para ser garantida a diversidade social sem o que a sociedade soçobra na ditadura feroz de uma só parte sobre as outras todas aniquiladas.
Se queremos “eu” e “tu” e não “eu” ou “tu” então não podemos permitir-nos calar o outro ou calarem-me a mim. Bastou a miséria tão grande, de pão, de saber e de respeito, do fascismo português - tão garantida que alguns agora até a julgam preferível ao jogo de enganos de hoje.
Mas para um muro se fazer não basta haver muita pedra. É preciso a decisão de o levantar, a organização da acção para a sua concretização, e a acção propriamente de pôr as mãos à obra, construindo-o efectivamente.


O mesmo quanto à política e aos partidos. E tal como não basta cruzar os braços depois de reunida a pedra a ficar à espera que as pedras se organizem umas sobre as outras, também é profundamente ineficaz esperar que “se entendam” os partidos no poleiro a seguir ao resultado dos votos. Eles só se podem entender se houver no que se entendam, isto é, se ficar bem claro o que há a fazer, o como fazê-lo e o por que fazê-lo. E o logro com que a súcia de vigaristas que têm recebido a confiança popular tão bem tem sabido comer a apinha a quase um povo inteiro reside exactamente em tudo fazer para nunca ficar claro o que fazer, o como fazer, e o por que fazer, deixando isso quanto mais ausente, ou confuso e turvo possível, de modo a encurralar os eleitores no equívoco da “confiança” que devem ter nos “verdadeiros merecedores” do cheque em branco, que, no essencial, é o que procuram garantir nas mãos com os actos eleitorais. É isso que não nos devemos permitir dar-lhes, tenham roupa azul, vermelha, verde, a cheio ou às pintinhas. É àcerca do que fazer, do como fazer e do por que fazer que não pode haver dúvidas em qualquer que seja o acto eleitoral.
É por isto que o Dr.Garcia Pereira é tão desesperadamente calado. É por isso que quando o silêncio se rompe e as vozes se ouvem caem os chorrilhos de dúvidas e provocações.
Lisboa precisa de um “apeadeiro fluvial” ou de um “porto”?. Precisa de uma “aerogare” esticada ou de um “aeroporto internacional”? De ligações ferroviárias rápidas e seguras com a restante europa ou tão só de uma “ligação a Madrid”? Precisa de albergar gente ou expulsar gente? E isso tudo bem feito ou mal feito? E feito em função do que é melhor ou feito à maneira de sacar ao máximo a CE e encher ao máximo alguns pimpões? E Lisboa, como qualquer outra cidade, sem vida cultural e relacional que tal aglomerado implica, pode aspirar a outra coisa que não a decadência e o colapso?

 
É sobre isso que importa decidir. E sobre quem assume isso ou cospe nisso logo a seguir a receber o papel nas urnas.

 
E isso, como muito bem diz o Dr.Garcia Pereira, não é só questão dos lisboetas. É dos que são de Lisboa, evidentemente, mas é também de todos nós.



Obrigado,


Pedro Albergaria Leite Pacheco

Publicado Por prospectarperspectivar às 12:42
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