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Terça-feira, 24 de Julho de 2007
Resultados das Eleições para a Câmara Municipal de Lisboa

Texto para a Imprensa Açoriana




É certo que a imprensa açoriana do que gosta menos é de se ver internamente retratada. Como tal evita e no presente caso tem recusado liminarmente publicação.
Mas a imprensa não tem só os condecorados com as insígnias açorianas ou os palacianos prebendeiros da corte local. Tem jornalistas que labutam o pão diário e outros trabalhadores que eventualmente acedem à leitura do que os seus directores censuram. É pensando neles e por continuar a acreditar num trato democrático que persisto nos e-mails ou em deixar alguma coisa escrita nas redacções.

As eleições foram interessantíssimas.

A sua história foi um desvelo de ineficácias, falências, desmandos, incoerências e tiros para o ar a ver o que é que dava. Mas tal como o branco não o é sem o preto também o ror falente teve o terreiro firme a fazer o contraste.

Os burgueses travestidos com roupa de lacaio e os lacaios com garganta de patrão tudo fizeram por engodar bem o peixe. E não se pode dizer que tivessem tido má pesca. E se ela foi muito aquém do que queriam, a verdade é que ainda assim foi melhor do que receavam. É que à falta de dinheiro próprio, há que fazer à maneira do António Silva (o impagável actor de cinema português dos anos quarenta) que tomou como seu o automóvel do milionário patrão do namorado da criada para ir até ao Porto com a família sem passar por pelintra, acabando tudo em bem depois de todos os quiproquós, isto é, a filha boa casando com o rapaz rico, bafejando tudo e todos com tão bom desfecho. Para alívio de quem quer engrossar o que por grosso tem daquilo que faz cantar os ceguinhos nada parece pôr em causa o continuar a tirar à vontade os ovos da galinha. E mesmo tendo havido tantos a recusar as urnas a verdade é que garantiram na Câmara a continuação do logro.

Só que tudo fia cada vez mais fino à medida que a sucessão de problemas por resolver se avoluma. E a paródia pode virar drama. A teatral farda pode ser despida. A farinha diluir-se na água mostrando a pele do lobo. O plácido riso mostrar os caninos. O simpático colega virar azorrague ou bufo. As massas aduladas humilhadas a esmo e a metralha.
E tudo à volta de um equívoco: o beco sem saída do princípio D-M-D (dinheiro – mercadoria - dinheiro) que os economistas com cotação na praça obstinadamente perseguem apesar de incapazes de suster e favorecerem até, pelas opções que tomam, a deriva em curso para o liame D-FT-D (dinheiro - força de trabalho – dinheiro).

É evidente que Portugal não pode assumir-se em pleno como elo internacional Europa-África-América se recusar fazer de Lisboa a grande capital que o País e a Europa precisam, “uma Cidade de Cultura, uma Cidade de Turismo, uma Cidade de Comércio e de novas tecnologias, uma Cidade de gente jovem”, para usar as palavras do Dr.Garcia Pereira. E isso não se concretiza com gente que faz política como quem joga o monopólio nos serões caseiros ou à bisca com os parceiros que melhor cobrem o trunfo na batota.

O Dr.Garcia Pereira afirmou ficar atento.

Atentos seguramente estarão também multiplicados cidadãos portugueses, europeus, do mundo, para os próximos tempos que se adivinham.

Pedro Albergaria Leite Pacheco

Publicado Por prospectarperspectivar às 12:11
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