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Quinta-feira, 26 de Julho de 2007
Interrogações
Ruído o que digo?
Ou nem ruído
o marulhar repetido
do vai vem de letras
a bater na rocha?

Sementes secas de auracária
a fazer de (conta que é) troca?
Brincadeira infantil?
- É isso que pensam
daquilo que digo?

São geladas as palavras
que profiro?
Ou meladas de quentes
a enjoar sentidos?

Estátua de sal de poderoso mago
tudo onde cada olhar recai?
Artefacto egocêntrico
entre artefactos egocêntricos?

Ou isso e mais do que isso?
Publicado Por prospectarperspectivar às 15:47
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Terça-feira, 24 de Julho de 2007
Resultados das Eleições para a Câmara Municipal de Lisboa

Texto para a Imprensa Açoriana




É certo que a imprensa açoriana do que gosta menos é de se ver internamente retratada. Como tal evita e no presente caso tem recusado liminarmente publicação.
Mas a imprensa não tem só os condecorados com as insígnias açorianas ou os palacianos prebendeiros da corte local. Tem jornalistas que labutam o pão diário e outros trabalhadores que eventualmente acedem à leitura do que os seus directores censuram. É pensando neles e por continuar a acreditar num trato democrático que persisto nos e-mails ou em deixar alguma coisa escrita nas redacções.

As eleições foram interessantíssimas.

A sua história foi um desvelo de ineficácias, falências, desmandos, incoerências e tiros para o ar a ver o que é que dava. Mas tal como o branco não o é sem o preto também o ror falente teve o terreiro firme a fazer o contraste.

Os burgueses travestidos com roupa de lacaio e os lacaios com garganta de patrão tudo fizeram por engodar bem o peixe. E não se pode dizer que tivessem tido má pesca. E se ela foi muito aquém do que queriam, a verdade é que ainda assim foi melhor do que receavam. É que à falta de dinheiro próprio, há que fazer à maneira do António Silva (o impagável actor de cinema português dos anos quarenta) que tomou como seu o automóvel do milionário patrão do namorado da criada para ir até ao Porto com a família sem passar por pelintra, acabando tudo em bem depois de todos os quiproquós, isto é, a filha boa casando com o rapaz rico, bafejando tudo e todos com tão bom desfecho. Para alívio de quem quer engrossar o que por grosso tem daquilo que faz cantar os ceguinhos nada parece pôr em causa o continuar a tirar à vontade os ovos da galinha. E mesmo tendo havido tantos a recusar as urnas a verdade é que garantiram na Câmara a continuação do logro.

Só que tudo fia cada vez mais fino à medida que a sucessão de problemas por resolver se avoluma. E a paródia pode virar drama. A teatral farda pode ser despida. A farinha diluir-se na água mostrando a pele do lobo. O plácido riso mostrar os caninos. O simpático colega virar azorrague ou bufo. As massas aduladas humilhadas a esmo e a metralha.
E tudo à volta de um equívoco: o beco sem saída do princípio D-M-D (dinheiro – mercadoria - dinheiro) que os economistas com cotação na praça obstinadamente perseguem apesar de incapazes de suster e favorecerem até, pelas opções que tomam, a deriva em curso para o liame D-FT-D (dinheiro - força de trabalho – dinheiro).

É evidente que Portugal não pode assumir-se em pleno como elo internacional Europa-África-América se recusar fazer de Lisboa a grande capital que o País e a Europa precisam, “uma Cidade de Cultura, uma Cidade de Turismo, uma Cidade de Comércio e de novas tecnologias, uma Cidade de gente jovem”, para usar as palavras do Dr.Garcia Pereira. E isso não se concretiza com gente que faz política como quem joga o monopólio nos serões caseiros ou à bisca com os parceiros que melhor cobrem o trunfo na batota.

O Dr.Garcia Pereira afirmou ficar atento.

Atentos seguramente estarão também multiplicados cidadãos portugueses, europeus, do mundo, para os próximos tempos que se adivinham.

Pedro Albergaria Leite Pacheco

Publicado Por prospectarperspectivar às 12:11
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Sexta-feira, 13 de Julho de 2007
Ainda a Propósito das Eleições para a Câmara Municipal de Lisboa

Novo texto para a Imprensa Açoriana

 

Para se fazer um muro é preciso pedra. E muita pedra.
Também para uma sociedade plural e complexa são precisos muitos partidos.
Um muro faz-se porque há que proteger do vento. Mas são mais os muros que se fazem para demarcar território, e até alguns bem altos para defender as culturas dos intrusos, do que aqueles que se levantam por causa das intempéries.

 
Também os partidos pululam onde se não encontraram ainda as gentes no terreiro do entendimento. E a multiplicidade dos partidos é fundamental para ser garantida a diversidade social sem o que a sociedade soçobra na ditadura feroz de uma só parte sobre as outras todas aniquiladas.
Se queremos “eu” e “tu” e não “eu” ou “tu” então não podemos permitir-nos calar o outro ou calarem-me a mim. Bastou a miséria tão grande, de pão, de saber e de respeito, do fascismo português - tão garantida que alguns agora até a julgam preferível ao jogo de enganos de hoje.
Mas para um muro se fazer não basta haver muita pedra. É preciso a decisão de o levantar, a organização da acção para a sua concretização, e a acção propriamente de pôr as mãos à obra, construindo-o efectivamente.


O mesmo quanto à política e aos partidos. E tal como não basta cruzar os braços depois de reunida a pedra a ficar à espera que as pedras se organizem umas sobre as outras, também é profundamente ineficaz esperar que “se entendam” os partidos no poleiro a seguir ao resultado dos votos. Eles só se podem entender se houver no que se entendam, isto é, se ficar bem claro o que há a fazer, o como fazê-lo e o por que fazê-lo. E o logro com que a súcia de vigaristas que têm recebido a confiança popular tão bem tem sabido comer a apinha a quase um povo inteiro reside exactamente em tudo fazer para nunca ficar claro o que fazer, o como fazer, e o por que fazer, deixando isso quanto mais ausente, ou confuso e turvo possível, de modo a encurralar os eleitores no equívoco da “confiança” que devem ter nos “verdadeiros merecedores” do cheque em branco, que, no essencial, é o que procuram garantir nas mãos com os actos eleitorais. É isso que não nos devemos permitir dar-lhes, tenham roupa azul, vermelha, verde, a cheio ou às pintinhas. É àcerca do que fazer, do como fazer e do por que fazer que não pode haver dúvidas em qualquer que seja o acto eleitoral.
É por isto que o Dr.Garcia Pereira é tão desesperadamente calado. É por isso que quando o silêncio se rompe e as vozes se ouvem caem os chorrilhos de dúvidas e provocações.
Lisboa precisa de um “apeadeiro fluvial” ou de um “porto”?. Precisa de uma “aerogare” esticada ou de um “aeroporto internacional”? De ligações ferroviárias rápidas e seguras com a restante europa ou tão só de uma “ligação a Madrid”? Precisa de albergar gente ou expulsar gente? E isso tudo bem feito ou mal feito? E feito em função do que é melhor ou feito à maneira de sacar ao máximo a CE e encher ao máximo alguns pimpões? E Lisboa, como qualquer outra cidade, sem vida cultural e relacional que tal aglomerado implica, pode aspirar a outra coisa que não a decadência e o colapso?

 
É sobre isso que importa decidir. E sobre quem assume isso ou cospe nisso logo a seguir a receber o papel nas urnas.

 
E isso, como muito bem diz o Dr.Garcia Pereira, não é só questão dos lisboetas. É dos que são de Lisboa, evidentemente, mas é também de todos nós.



Obrigado,


Pedro Albergaria Leite Pacheco

Publicado Por prospectarperspectivar às 12:42
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A Propósito das Eleições para a Câmara Municipal de Lisboa

Texto para a Imprensa Açoriana

 

As eleições para a Câmara Muncipal de Lisboa perpassam na imprensa açoriana com a maior reserva. Não por desinteresse. Mas por atentismo. A ver o que vai acontecer.
É que Lisboa é uma imagem crua do colapso duma pseudo democracia, de uma democracia de opereta cujo libreto foi procurando sempre acerto a ver se o fiasco se compunha. De uma democracia formal com gente que raramente chegou a sair das mais comezinhas operações concretas. Gente para quem a teoria são perfumes de salão para evitar a pestilência da prática do dia a dia.

 
Atentismo, a ver como passar mais esta.
Carmona acusa o PSD de perseguição política. O PSD acusa o PS de intimidação. Costa tenta seduzir Roseta. Roseta dá-lhe na cara ou faz-se cara, ainda não se sabe. Costa começa a campanha cor-de-rosa propondo os salões da Câmara para cerimónias de casamento para os homo-sexuais e agora, talvez a ver se não perde o barco, desanca esbaforido na Administração do Porto de Lisboa. Pedem-se demissões. Recusam-se demissões.
Os órgãos da comunicação social noticiam com a maior compostura tão candentes acontecimentos da “política” nacional, e, não tendo conseguido silenciar a voz do Dr. Garcia Pereira, a rédea é curta para os jornalistas que o entrevistam e livre curso aos sabujos para achincalhar-lhe a campanha.


Esta prática de fazer passar como coisa séria coisas que cara a cara se condenam e se troçam, e de humilhar e esmagar o que é sério mas depois referir a sua pertinência e elevação, não tem só o aspecto hipócrita e cobarde que lhe é inerente mas também tal prática arrasta consigo consequências, nalguns casos brutais, como a população portuguesa, neste caso em particular a lisboeta, não escapa em experimentar.


É preciso dizer-se que a candidatura do Dr.Garcia Pereira está causando crescente perturbação entre os sucessivos e actuais titulares da administração pública porquanto está discutindo e trazendo à discussão dos portugueses opções que aqueles têm cada vez mais dificuldade em justificar, em defender, e até em esconder, incluindo investimentos comunitários no nosso país - pelos vistos o maior contribuinte líquido na Comunidade Europeia! - com resultados que deixam cada vez mais a desejar mesmo para aquilo que é do interesse propriamente europeu!


Lisboa está a ser um bom exemplo de discussão pública da coisa pública… muito perigoso para aqueles que tomam a coisa pública como assunto privado.
Lisboa está a ser um bom exemplo de assunção justificada de prioridades… muito perigoso para aqueles que apostam no cheque em branco do voto popular para depois de o ter na mão preencher conforme entendem.


Contra todas as tentativas em contrário, Lisboa está a ser palco, como é próprio em democracia, de explícita luta política elevada ao campo da enunciação.



Mais uma vez os meus cumprimentos ao Dr.Garcia Pereira e o meu respeito pela Candidatura que partilha.

 

Obrigado,
Pedro Albergaria Leite Pacheco

 

Publicado Por prospectarperspectivar às 12:40
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Do Arquipélago dos Açores para a Grande Lisboa
(Coordenadas do Discurso)


Naufragou o navio.
Destroçou-se a armada.
Engolidos pelas vagas,
Sem tábua
A segurar-lhes os passos,
Ofertados foram tantos
À mãe água.
Bem dizia ao Almirante
O Marinheiro
Que próximo se secava
O mar
Em traiçoeiras rochas!

Soberbo nos falsos cálculos
O Almirante ficou para a história
Ao firmar-se
O desafio na nova página
Da obtenção da longitude.
Navegação mais segura.
Sem necessariamente terra à vista.

No mar bravo ou manso
Da economia
Também a moeda
É coordenada decisiva
Para quem hoje vive.
E não é o oiro cunhado ou em barra
Com
que apareceu em tempos embuçada

Mas a força de trabalho
E as próprias condições de vida
Que dão à moeda
efectivamente
A substância interactiva.

Podemos libertos
Com argumentos seguros
E exactos cálculos
Aos Costas, Sócrates e Quejandos,
Vazar-lhes os abjectos conteúdos
Da imperativa exploração
E do bárbaro saque a tudo
Anulando resquício a resquício
A baba sobre que se mexem.

Afogar não! Mergulhar!
Por que não assumirmos em pleno
As
virtudes todas

do discurso?

Um grande abraço ao Dr. Garcia Pereira!
Os meus respeitos pela Candidatura que partilha!
Viva o Povo de Lisboa! Viva Lisboa!


Pedro Albergaria Leite Pacheco
Publicado Por prospectarperspectivar às 12:16
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