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Sábado, 3 de Novembro de 2007
Consumada a traição

Traição a quem?

A quem, em Plenário, aceitou votar, em alternativa, os Estatutos Regional e Nacional?
Traição a quem?

A quem, nas Escolas, se manteve expectante face à natureza das opções organizativas que tais estatutos desenham?

Sim, não só, mas também a esses!



Porque destes serão apesar de tudo só alguns preferidos: talvez para uma nova reforma dourada, uma boa mordomia ou algum trabalho de risco com remuneração acrescida.



O laço foi inteligentemente armado. A Secretaria Regional de Educação e Cultura alcançou o que pretendia. E com a preciosa e decisiva ajuda dos órgãos do Sindicato dos Professores da Região Açores: a Direcção, a Mesa e um Plenário no Coliseu! Plenário, curiosamente, que aprovou o que num outro anterior desaprovara! É mesmo para se dizer que houve quem virou bem o bico ao prego.

A continuar por este caminho não estaremos longe de vermos instaurados sindicatos assumidamente fascistas com inscrição e desconto obrigatórios para todos quantos queiram exercer profissão remunerada. É o máximo do cinismo este o de aos produtores de mais valia, àqueles a quem directamente se deve toda a riqueza produzida, ainda se lhes sacar mais algum para terem direito a ser explorados e alimentar ainda mais quem internamente faz impôr o que o especulador quer garantir. No caso presente quem lhes paga não é directamente o sindicato. Quem lhes paga é a Secretaria Regional um salário de professores. Não admira que bem a sirvam à conta dos emolumentos.



Consumar a implementação



A implementação de quê? A operacionalização de quê?

Implementação do novo “Estatuto”. Do novo “Estatuto dos Professores da Região Açores”! Do estatuto que instaura uma relação de patrão/empregado entre pares que deixam de o ser para alguns poucos de entre todos aos outros todos tratarem como “pessoal” às ordens para as ordens que for.

Operacionalização não só de uma nova relação interna, mas também de uma nova relação

externa.
De assalariados com estatuto de assalariadores, os professores tomam o lugar que lhes compete, isto é, assalariados com estatuto de assalariados, passando tão mais rápido quanto possível de prestadores dum serviço público a produtores directos de mais valias. É a inevitável e revolucionária destruição de relações pré-capitalistas onde ainda persistem… só que, o que os revolucionários agentes da administração regional intentam, com essa destruição, é instaurar a obsoleta relação burguesa entre os docentes. Obsoleta relação por todo o lado posta em causa em todas as frentes da produção e que aqui se quer revalidar face a uma, aos olhos deles, tropa ingénua e inexperiente do terreiro da luta!

 

Quem cá estiver verá!

Publicado Por prospectarperspectivar às 10:56
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