-Posts Recentes

- Classe docente

- Critério é o que serve pa...

- Escola Secundária Antero ...

- Exmo. Sr. Presidente do S...

- É PARVO OU QUER SE FAZER ...

- A propósito da supina ava...

- Ao Director da RTP

- Açores, 15/19 de Setembro...

- Sejamos dignos da luta do...

- Simplicidade

-Arquivos

- Fevereiro 2009

- Janeiro 2009

- Dezembro 2008

- Novembro 2008

- Outubro 2008

- Setembro 2008

- Novembro 2007

- Outubro 2007

- Setembro 2007

- Agosto 2007

- Julho 2007

Sábado, 3 de Novembro de 2007
Simplicidade

Simples? Simples
é olhar!
Porque
interpretar, interagir,
operar, criar,
enunciar, comunicar,
obriga o sujeito
a reordenar em si
o que é do outro,
do objecto, do fenómeno.
Simples? Simples
é só depois de compreender
a simplicidade
Publicado Por prospectarperspectivar às 11:13
Link do Post | Comentar | Ver Comentários (1) | Adicionar aos Favoritos
Consumada a traição

Traição a quem?

A quem, em Plenário, aceitou votar, em alternativa, os Estatutos Regional e Nacional?
Traição a quem?

A quem, nas Escolas, se manteve expectante face à natureza das opções organizativas que tais estatutos desenham?

Sim, não só, mas também a esses!



Porque destes serão apesar de tudo só alguns preferidos: talvez para uma nova reforma dourada, uma boa mordomia ou algum trabalho de risco com remuneração acrescida.



O laço foi inteligentemente armado. A Secretaria Regional de Educação e Cultura alcançou o que pretendia. E com a preciosa e decisiva ajuda dos órgãos do Sindicato dos Professores da Região Açores: a Direcção, a Mesa e um Plenário no Coliseu! Plenário, curiosamente, que aprovou o que num outro anterior desaprovara! É mesmo para se dizer que houve quem virou bem o bico ao prego.

A continuar por este caminho não estaremos longe de vermos instaurados sindicatos assumidamente fascistas com inscrição e desconto obrigatórios para todos quantos queiram exercer profissão remunerada. É o máximo do cinismo este o de aos produtores de mais valia, àqueles a quem directamente se deve toda a riqueza produzida, ainda se lhes sacar mais algum para terem direito a ser explorados e alimentar ainda mais quem internamente faz impôr o que o especulador quer garantir. No caso presente quem lhes paga não é directamente o sindicato. Quem lhes paga é a Secretaria Regional um salário de professores. Não admira que bem a sirvam à conta dos emolumentos.



Consumar a implementação



A implementação de quê? A operacionalização de quê?

Implementação do novo “Estatuto”. Do novo “Estatuto dos Professores da Região Açores”! Do estatuto que instaura uma relação de patrão/empregado entre pares que deixam de o ser para alguns poucos de entre todos aos outros todos tratarem como “pessoal” às ordens para as ordens que for.

Operacionalização não só de uma nova relação interna, mas também de uma nova relação

externa.
De assalariados com estatuto de assalariadores, os professores tomam o lugar que lhes compete, isto é, assalariados com estatuto de assalariados, passando tão mais rápido quanto possível de prestadores dum serviço público a produtores directos de mais valias. É a inevitável e revolucionária destruição de relações pré-capitalistas onde ainda persistem… só que, o que os revolucionários agentes da administração regional intentam, com essa destruição, é instaurar a obsoleta relação burguesa entre os docentes. Obsoleta relação por todo o lado posta em causa em todas as frentes da produção e que aqui se quer revalidar face a uma, aos olhos deles, tropa ingénua e inexperiente do terreiro da luta!

 

Quem cá estiver verá!

Publicado Por prospectarperspectivar às 10:56
Link do Post | Comentar | Adicionar aos Favoritos
Não me dizeis nada?

Estou num afã
Qual medieval cavaleiro
terçando armas,
a dama sempre
em pensamento.
Mas
as armas
São moinhos de vento:
- As dos outros
Para as minhas;
- As minhas para
As dos outros!
Não me dizeis nada?
As minhas palavras
São ficção pura
Sem outro sentido
Que o absurdo
Do que digo?
Não me dizeis nada?
Achais
Herético o discurso
Só porque
Não foi ainda escrito?
Ou tendes razões mais sérias
E tudo isto é
Déjà vu?

Publicado Por prospectarperspectivar às 10:50
Link do Post | Comentar | Adicionar aos Favoritos
História

Trocou a força simples
Do seu corpo.
A armadura, a lança, a espada,
Deram-lhe ao corpo mais força!

Trocou a força bruta
Da espada e da lança e da armadura.
E brutalmente lhe fez
A moeda ninho!

Por que troca agora
O virtual logro
Que o choca tão forte?

Publicado Por prospectarperspectivar às 10:47
Link do Post | Comentar | Adicionar aos Favoritos
Perscrutando mais um pouco·


Saí do Congresso
Para o qual me convidaram
(Há dois ou três anos atrás)
Com aquilo que de lá trouxe
Como o desafio maior
E de mais urgente resposta:
O porquê do colapso
Na Rússia, na China,
A explicar o ascenso
De uma nova burguesia
Subvertendo completamente
Práticas e sonhos
Em tempo próprio esmagados
No próprio ninho?
A minha resposta tenho vindo
A prospectá-la:
No que ao discurso importa
É na matemática
Que ela se encontra
Encantada
Para quem a souber desencantar!
Os príncipes,
ao invés das histórias de fadas,
São muitos. São tantos
Quantos são aqueles
Que sonham um mundo
Melhor.
Fibonacci, e especialmente Pacioli,
Que deu à preta luz
Da imprensa,
A seu tempo,
A chave que uma classe nova
Precisava
Para não soçobrar.

Operários!
Olhai o número
E sêde mais do que aqueles
Que com o número
Vos esmagam!

Publicado Por prospectarperspectivar às 10:39
Link do Post | Comentar | Adicionar aos Favoritos
Fronteiras

Vejo o que está  
dentro de mim.
Mas o que está fora
é que eu vejo.

Acedo só ao que
no meu corpo se
elabora na interacção
com o que me é alheio.

Fronteiras?

A bandeira
as determina!
Que o território não é fisco
nem convenção ou arame.



Publicado Por prospectarperspectivar às 10:36
Link do Post | Comentar | Adicionar aos Favoritos
Sexta-feira, 2 de Novembro de 2007
O campo da batalha•

Não já a fome, parece, arrasta

Massas em acção conjugada

Como outrora em hordas a tomar

Território, cereais e outros bens:

Milhares em êxodo sem força

E sem outro rei que a bandeja

Em que se entregam em massa

Às balas ou à caridade alheias!

 

Se não é a fome, o que é hoje

Motor activo para aqueles

Que com bombas e com balas fazem a guerra fratricida?

 

E onde radica a organização

De quem, aos milhares em fuga, dá alimento e atenção?

 

Do Milton americano no ensino.

Ao José Sócrates português.

Do Bush, do Putine, do Sarkozi.

Aos Santos de Angola.

 Da Cruz Vermelha à ONU.

Tudo fala a mesma língua.

O mesmo sangue nos corpos.

 

Tal como a dança da abelha

Não é o caminho para a flor

Mas leva à flor a abelha,

Também a palavra e o dinheiro

Nem sendo pão nem caminho

O caminho podem indicar

E o pão dar-nos à mesa.

 

Qual é então o drama?

 

É que tal como a palavra

Pode ser a luz ou o engano

O dinheiro pode também ser

O pão ou a fome!

 

Porque a moeda enquanto discurso

É número.

E o número

Enquanto discurso é descontínuo.

E tal como a vida é contínua

No descontínuo de cada vida T

ambém o descontínuo do número

Não é nunca

O contínuo do fenómeno

Que o descontínuo do número expressa.

 

Daí o logro daqueles

 Que à moeda

Só a matéria significante exaltam.

 Daí o logro daqueles

Que a moeda Exacram

Sem referente e sem sentido!

Publicado Por prospectarperspectivar às 14:46
Link do Post | Comentar | Adicionar aos Favoritos
-Mais Sobre Mim
-Pesquisar Neste Blog
 
-Fevereiro 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
-Links
blogs SAPO
-subscrever feeds